Então vida... vivida... numa fonte interminável, que de repente se tornou apenas um riacho
Num resquício de tempo, uma nuvem que escureceu o céu
Da fonte, uma barreira entrepôs o futuro e o presente
Da mente, uma venda pairou, trazendo pensamentos confusos
Desde então existe uma batalha travada entre o real e o ideal
Dos olhos austeros, do sorriso maroto
Se fez nevoa... incertezas se colocaram entre o mundo e eu, entre o futuro e eu
Me volto então para o meu interior, o mais profundo de mim
Lágrimas ainda jorram do meu coração... inundando o profundo da alma
As minhas entranhas então se comovem
Saudades de um tempo que já se foi... mas que ainda circunda o meu ser
Do vazio da alma, um grito ecoa... dos montes, um apelo
Do dia que se fez triste em si...
Das flores que não floresceram, só sobrou um campo vazio
E o dia não amanheceu, como de costume
No intimo, um ferida que se recusa em se curar...
Ansiando por amor...
Neste intervim, o belo e profundo, se tornou efêmero e superficial