sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Crônicas da cidade

Sou a construção do meu ser,
Sou a volatilidade de pseudo interatividade do querer,
Me perco em propósitos e sonhos,
Me perco em planos e danos...

Sou adaptável, porém vulnerável...
Me esquivo em lembranças, frases, sentenças de vida,
Contidas em um contexto sobre o pretexto de saída,
Me esquivo em algo revogável...

Revogo o questionamento e confinamento do meu próprio ser,
Esquivo em paisagens frias, congeladas com gelos internos...
Luzes penetram lentamente, trazendo o amanhecer límpido da alma,
enquanto me deito ainda em pensamentos.

Sou a construção da sociedade que me cerca;
Sou a capacidade do pseudo modernismos...
Crônicas das cidades...

Em meio às luzes de olhos brilhantes de pessoas que desenfreadamente passam,
E passam-se as cenas;
Enquanto isso, me esquivo na solidão auto imposta do meu ser

Farley A. Miranda 
Julho de 2013.

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