sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Efêmeros

Então vida... vivida... numa fonte interminável, que de repente se tornou apenas um riacho

Num resquício de tempo, uma nuvem que escureceu o céu

Da fonte, uma barreira entrepôs o futuro e o presente

Da mente, uma venda pairou, trazendo pensamentos confusos

Desde então existe uma batalha travada entre o real e o ideal

Dos olhos austeros, do sorriso maroto

Se fez nevoa... incertezas se colocaram entre o mundo e eu, entre o futuro e eu

Me volto então para o meu interior, o mais profundo de mim

Lágrimas ainda jorram do meu coração... inundando o profundo da alma

As minhas entranhas então se comovem

Saudades de um tempo que já se foi... mas que ainda circunda o meu ser

Do vazio da alma, um grito ecoa... dos montes, um apelo

Do dia que se fez triste em si...

Das flores que não floresceram, só sobrou um campo vazio

E o dia não amanheceu, como de costume

No intimo, um ferida que se recusa em se curar...

Ansiando por amor...

Neste intervim, o belo e profundo, se tornou efêmero e superficial

O mundo se tornou então real demais, cortante e sagaz!

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