terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Prisões de papel

Porque me prendo?
Queria a liberdade das palavras...
Queria ser livre e na canção mais bela poder viajar em cada acorde
e cada cada nota extrair o mais puro dos sentimentos...
Queria me desprender de mim,
Desprender das vaidades do meu ser
que eternamente me escravizam
e me mantêm cativo em priões de papel
Prisões que expressam pouco mais do que apenas vontades, desejos...
correntes de papel que entrelaçam a alma
como se fossem inquebráveis e intransponíveis...
Porém não são!
Simplesmente se configuram como cadeias auto impostas
muros construídos de dentro para fora...
Tento beirar a perfeição inatingível...
Beiro e me aproximo do belo,
mas até o belo é efêmero frente à complexidade do ser!
Há momentos em que o belo e a perfeição se esforçam e se aproximam da minha alma protegida por armaduras de cobre, e...
embora me surpreenda e me fascine, me esquivo e fujo para não me deixar envolver totalmente....
Porque questiono o ser?
Questiono como quem busca pedras preciosas entre rochas...
Questiono o real como quem busca o sublime em meio ao comum...
Porque me prendo às palavras?

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