Vivo uma vida vazia, cheia de nada... de palavras, e mais nada...
Oculta entre sorrisos e máscaras, porém sem que eu seja notado
E sem que isso me incomode
Porque percebo que todos vivem da mesma forma que eu
E os vazios se interagem de informações fúteis e convenientes
Meu céu está pintado de cinza, que ás vezes se confunde na luz com azul,
Porém somente por causa de meras percepções
No fundo, um desejo por significância,
Talvez sobreposto àquele que realmente exista,
Mas o que existe e o que não existe se tornaram realidades construídas
De certa forma, os rostos ao meu redor são tão semelhantes...
As palavras soam tão parecidas
E de certa forma, vejo todos buscando algo diferente
Quando parece que somos todos iguais
E essa diferença possa nunca existir neste ciclo limitado de vida...
Esperança?
Dispostos internos e instâncias voláteis de um mundo de sonhos
Trazidos à realidade, ou levados à irrealidade
Não que seja exatamente a verdade, mas talvez seja somente aquela que queremos que seja
A proximidade e intimidade pode nos assustar
E revelar algo de mim demasiadamente, algo que persisto em esconder
Evito insistentemente encarar de frente as coisas, encarar a mim mesmo
E fico em estado de choque em que isso seja visto pelos outros
Meus ídolos de longe deixaram de ser reais
Se tornaram simplesmente conceituais
Construídos pelos meus próprios desejos de ser, ou desejos de não ser
Desejo de ser visto, ou de deixar de ser visto
Assim, me escondo na minha própria caverna
E contemplo o reflexo da minha própria sombra
Enquanto lá fora resplandece uma luz forte
Mas aqui dentro são trevas irremediáveis
Faço disso o meu cenário
Bem caracterizado e caracturizado, assim como meus ídolos
Assim como a interatividade cosmopolita me permite
Enquanto estou em um espetáculo intrínseco
Sobre um palco que nunca existiu
Onde o meu ser é virtual.
Essa poesia é um pouco de mim, misturado com o personagem poético que eu criei, no mundo que percebo ao meu redor.
ResponderExcluirMto bom!
ResponderExcluirQue Deus te abençõe e multiplique esse dom singular que tens com as palavras!
Me identifiquei muuito com seu texto.
ResponderExcluirObrigada por isto!
Abraços.
Obrigado Priscila, agora eu vou passar a mexer mais no blog e postar mais coisas. Por favor, ajude-me a divulgar.
ResponderExcluirAtt,
Farley Miranda